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RELEASES

Dedic gerencia Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

• Central, que possui status de ministério e realiza mensalmente mais de 16 mil atendimentos, escolheu a Dedic para realizar esta operação • Dedic recebe Ministra responsável pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) no novo site em Brasília

São Paulo, junho de 2008 - A filial brasiliense da Dedic, empresa de contact center do Grupo Portugal Telecom, é a responsável por gerenciar todo o contact center da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. Criada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), em 2005, para auxiliar e orientar as mulheres em situação de violência, a central registra, mensalmente, cerca de 16 mil atendimentos.

O serviço conta atualmente com 56 PA´s – pontos de atendimento – e funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, inclusive feriados, em âmbito nacional.  A Central oferece às mulheres orientações sobre seus direitos legais e sobre as entidades que podem auxiliá-las, como delegacias de atendimento especializado à mulher, defensorias públicas, postos de saúde, instituto médico legal – quando a violência envolve estupro, centros de referência, casas abrigo, além de outros mecanismos de promoção de defesa de direitos da mulher.

Para realizar o atendimento com a excelência e a sensibilidade requeridas para esta atividade, a equipe da Dedic, composta exclusivamente por mulheres, recebeu capacitação da SPM e do Instituto Patrícia Galvão em questões de gênero, nas políticas do Governo Federal para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

"Nesses seis anos de existência da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, as mulheres brasileiras obtiveram importantes conquistas e avanços. A Central de Atendimento à Mulher é uma dessas conquistas. Desde sua criação, em novembro de 2005, as mulheres vítimas de violência doméstica passaram a contar com um valioso instrumento de orientação e acolhimento. A partir Central, também foi possível medir os impactos da Lei Maria da Penha.", explica a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire.


A equipe conta ainda com um programa de educação continuada que, mensalmente, oferece palestras sobre temas relacionados e, semanalmente, participam de sessões de apoio psicológico. Também foi disponibilizado um banco de dados, composto pelas perguntas mais freqüentes, cujas respostas foram desenvolvidas a partir de informações da própria SPM e com base nas denúncias já recebidas. 

“Toda a Dedic se sente muito honrada em receber a ministra na nova unidade de Brasília, bem como em desenvolver um trabalho de tanta importância para a sociedade brasileira”, afirma Paulo Neto Leite, presidente da Dedic. Segundo ele, a companhia se orgulha também de fazer parte de uma iniciativa que tem como um de seus principais objetivos apoiar a Lei Maria da Penha (*). “Aproximadamente, 75% de nosso quadro de colaboradores é formado por mulheres, o que reforça nosso compromisso com o projeto. Para nós, é fundamental apoiar a mulher nas dificuldades encontradas no dia-a-dia, contribuindo para que ela não se sinta discriminada e facilitando o acesso aos órgãos especializados em ajudá-las”, completa o presidente.

Há cerca de dois anos, a Dedic é a responsável por realizar o atendimento da SPM e recentemente migrou toda a operação para o novo site. Para o futuro, está prevista a ampliação do serviço, contemplando a união de todos os assuntos relacionados a mulher, como informações sobre saúde.“Acreditamos que uma legislação que, entre outros tópicos, aumenta o rigor das punições relacionadas a agressões contra a mulher contribui imensamente para garantir a cidadania no País”, afirma o presidente.

Vale destacar que, ao contrário de outras centrais, que têm como padrão de produtividade garantir atendimentos com tempo médio de 2,5 minutos, o Ligue 180 possui um atendimento médio de 13 minutos (cinco vezes maior). “Desde sua inauguração, há dois anos, a Central de Atendimento à Mulher atende mulheres que procuram por conforto e uma palavra amiga sem julgamento, o que exige mais atenção”, afirma Neto Leite. O executivo ressalta, entretanto, os casos mais violentos, que envolvem até mesmo cárcere privado, são encaminhados para providências dos órgãos competentes.

(*) A lei foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e trata da violência contra a mulher no âmbito doméstico ou familiar.

Atendimentos realizados pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Em 2007, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 204.978 atendimentos, que correspondem a 124.697 ligações – uma vez que uma ligação pode gerar mais de um atendimento. O aumento de atendimentos foi de 306% em relação a 2006, quando foram realizados 50.444 atendimentos; enquanto o número de ligações cresceu, aproximadamente, 147% no mesmo período.
A maior parte das mulheres que entrou em contato com o Ligue 180 neste período tem entre 20 e 40 anos (67,8%), é casada (40,6%), negra (54,6%) e cursou parte ou todo o ensino fundamental (47,7%).
São Paulo é o estado que lidera na procura pelos serviços da Central de Atendimento à Mulher, respondendo por 39% da demanda direcionada à Central. Em seguida vem o Rio de Janeiro com 9,6%; Minas Gerais, com 6,7%; e o Rio Grande do Sul, com 6,5%. A maioria dos atendimentos (mais de 89%) consistiu no encaminhamento de mulheres em situação de violência para os serviços da Rede de Atendimento à Mulher (57%) e informações sobre os direitos da mulher (32%).

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